segunda-feira, 19 de junho de 2017

Rádio zap zap.




Estamos vivendo um tempo de excessos. Excessos de informações, dados, mensagens e ruídos em nossas conversas diárias. Somos bombardeados por milhares de estímulos. Neste cenário de um mundo web hiperconectado vivemos um tempo de excessos nos grupos de conversa pelo Whatsapp, Telegram, Messenger, We Chat e seus similares. 

Nas empresas, a antiga rádio corredor virou uma espiral eletrônica de grupos e mais grupos reunidos para disparar, sem qualquer critério, todo tipo de mensagem.  Gestores bem intencionados montam grupos extras para falar com suas equipes, mantendo o envio de e-mails e os chats corporativos ampliando o mar de excessos. A falta de critérios produz uma quantidade de piadas, memes, textos, fotos e comentários entre tolices, futilidades e também assuntos sérios que tumultuam a agenda mental dos profissionais. O momento político no Brasil é outro fator de dispersão a cada nova denúncia, ação da Polícia Federal, delações, decisões do Congresso ou do STF. Os ânimos acirrados também afetam o emocional. Quem não tem foco e critério acaba vendo o seu tempo de trabalho perder horas valiosas numa dispersão perigosa e que produz cansaço mental e por tabela, baixa produtividade.

Num tempo de fake news surgidas a partir da possibilidade de que qualquer usuário possa criar e emitir conteúdos, gerar notícias e enviar a sua opinião (sobre todo tipo de assunto), este excesso que muitas vezes aparenta ser uma questão de transparência é na verdade um desequilíbrio quantitativo. Nesse tsunami digital precisamos  buscar oxigênio para manter o foco naquilo que interessa para o dia a dia do trabalho. Precisamos separar o joio do trigo e enxergar com mais clareza o conjunto disponível de informações e assim definir o que é relevante e urgente.  

O excesso nos cansa e nos tira do foco.

Nesse ambiente sobrecarregado, aquilo que é urgente e importante vai ficando misturado com aquilo que é postergável, fútil, inútil. Juntemos a esses grupos ainda o mar de e-mails e as horas para acompanhar as demais plataformas on line como Facebook, Twitter, Linkedin etc. e nosso dia ganha uma sobrecarga exaustiva de estímulos dos quais ninguém pode dar conta. Certamente, apenas os algoritmos e os robots.

Qual a solução?

As empresas podem e devem buscar soluções para essa nova realidade através da orientação aos seus empregados. Treinamentos e capacitações, palestras e diretrizes para o universo das redes sociais dever ser ensinada a fim de evitar déficits de atenção, garantir melhor administração do tempo e também diminuir a repercussão da rádio corredor agora uma rádio zap zap instantânea. 

Educar para o universo social é vital em tempos digitais. 

A magia dessas ferramentas e tecnologias iludem e encantam, mas devem ser percebidas também naquilo que podem atrapalhar o andamento das rotinas de trabalho. a inovação deve ser acompanhada de um maior entendimento dos cenários assim como a disrupção (outra palavra da moda) permanente causa um sentimento de inquietude e pode gerar ansiedade e stress nos times de trabalho. Uma novidade a cada minuto causa a sensação de que a estabilidade nunca mais será alcançada. 

Vamos manter os pés no chão e orientar os empregados e os gestores para buscarem critérios na seleção do que realmente importa para o dia a dia do trabalho. Esta é uma contribuição valiosa que a área de comunicação corporativa pode dar para a empresa. 


sábado, 15 de outubro de 2016

Humanizar as relações humanas.



Um canteiro de obras da BP em Baku, no Azebaijão, me faz refletir sobre como diante das dimensões gigantescas de máquinas e equipamentos, o ser humano parece insignificante. Mas é só aparência. A razão de ser de todo investimento, empreendimento ou desafio a ser vencido é o ser humano. Por isso, a comunicação interna é essencial: para dar a devida atenção aos empregados em situações como essa que podem trazer uma percepção errada sobre o sentido do trabalho.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Comunicação interna e as conversas fiadas.

Sei que o “jogar conversa fora” é sinônimo de perda de tempo para gestores cujo foco é alcançar a produtividade máxima, mas uma boa conversa baseada na confiança mútua é a força motriz do entusiasmo e da motivação, além de ser a melhor dinâmica para o entendimento e o alcance das metas e a superação de desafios, bem como a alavanca de times de alta performance. Muito diferente do simples cumprir ordens ou do escutar o monólogo do chefe, sem dar um palpite sequer!

Saber dialogar é saber fluir numa via de mão dupla, aberta, uma vez que “dois monólogos não fazem um diálogo”. Por isso, a conversa fiada nos ensina a tecer um vai e vem de troca, de esclarecimento mútuo e de colaboração, cooperação e redução das fofocas de corredor. 


Ora, o que é a maledicência e o sarcasmo do ti ti ti nos corredores das empresas, senão o resultado patente da falta de confiança nos canais oficiais de comunicação interna? Quanto prejuízo as empresas não têm com conversas decoradas, sem energia ou crença real nas palavras, quase como num baile de máscaras?


O fiar de uma conversa é portanto, a possibilidade de se valorizar o diálogo enquanto escuta atenta do outro interlocutor, percebendo a riqueza de pontos de vista diferentes e muitas vezes inovadores. 

Uma conversa fiada na base da confiança, organizada num sistema de comunicação interna eficiente, frequente e planejado,  substituindo o simples disparo de informações e encerrando em definitivo com o antigo conceito de um emissor enviando uma mensagem para um receptor passivo deveria ser como um mantra de gestão eficiente. Capaz de motivar encerrar de vez com as fofocas da rádio corredor. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Comunicação interna é a luz da organização.


Se faltar luz na sua empresa todo mundo fica perdido, não é mesmo? Mas se faltar comunicação, seus empregados ficarão no escuro. Literalmente.

Se pensarmos que a palavra esclarece, a falta de comunicação interna pode criar tanto caos quanto a falta de luz. Aliás, sem uma comunicação interna eficaz, frequente, ágil, inteligente e organizada nenhuma empresa consolida sua cultura, gera engajamento entre seus funcionários ou avança num mercado competitivo. Os clientes são os primeiros a perceber isso porque os empregados também são clientes: se eles não compram a empresa, quem vai comprar?

Estabelecer um modelo de comunicação interna não é tão complicado assim. O maior problema é o nível de maturidade organizacional que impacta diretamente na energia das pessoas. nem sempre as empresas e suas lideranças estão prontas ou conscientes da energia e do engajamento produzido por um bom sistema de comunicação interna, a começar pela palavra, pelo diálogo.

A chamada comunicação face a face dentro das empresas ainda é um desafio que começa pela barreira emocional de saber lidar com as emoções e reações dos seres humanos. Como pessoas não são máquinas, fica difícil lidar com uma dimensão que não pode ser controlada por um manual técnico ou uma ordem. Pessoas não são coisas. Junte-se a isso o desconhecimento de muitos gestores em saber como fazer a "gestão de pessoas" muito além da gestão de recursos e pronto! Apagão...

Se a palavra é a luz que esclarece e guia, prazer em conhecer, quero ouvir o que você tem para me dizer!

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sábado, 2 de julho de 2016

Dicas de Comunicação Interna.

Para reduzir, combater e influenciar a rádio corredor, a rede de fofocas que se alastra pelas empresas e cresce cada vez mais - principalmente durante uma crise -, é preciso trabalhar a comunicação com os empregados de forma permanente, transparente, com agilidade e  sentido, significados claros e ainda coerência. Três dicas são fundamentais no meu entendimento. Dicas que não mudam, pode apostar.

Confira no vídeo!