sábado, 20 de novembro de 2010

Rádio fofoca.


Rádio corredor, disse me disse, rádio peão...não tem jeito. Quem pretender controlar essa conversa de bastidor vai sair perdendo. O máximo que conseguiremos será influenciar essa rede de intrigas com a comunicação interna oficial. Bem feita, claro.
E nesse fiar, entre o ir e o vir das mensagens oficiais - com transparência e credibilidade, talvez seja possível reverter a fofoca negativa e mudar o rumo da prosa. Mas para isso a organização precisa ser coerente: ter maturidade para manter canais abertos com seus empregados e saber dar boas notícias mas também explicar as más. Confiança é isso.
E confiança é o melhor remédio contra a fofoca.

sábado, 13 de março de 2010

Significado, sentido, direção.

Alcançar vinte mil toneladas de minério ou vinte e duas mil toneladas, depois vinte e três mil., depois mais...Qual o sentido? Qual o significado? Produzir mais trinta mil barris de petróleo, gerar mais um milhão de quilowatts de energia e bater novo recorde de produção. Será que a corrida pela quantidade tem tanto sentido assim?

Algumas empresas já perceberam que a quantidade só significa quando esclarece o porquê da engrenagem toda. Quando deixa de fazer do empregado um alienado que aperta botão, alavanca e controles. Talvez mais petróleo seja necessário para mover o mundo, dar mobilidade para nossos automóveis, nossa vida na cidade e no campo. Talvez mais alguns milhões de toneladas de minério sejam necssários para construir novas pontes, novas ferrovias, mais navios. E oa tais quilowatts vão gerar mais eneregia para manetr todo esse sistema funcionando além de ciodades inteiras iluminadas. Ou seja, aqui a quantidade começa a siginificar alguma coisa além do tempo e do movimento gastos e repetidos para simplesmente aumentar a produção.

E depois, necessariamente, vamos precisar falar da qualidade...outra história para ser bem contada gerando significado e significância.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Entusiasmo? Dá pra medir?

Essa pergunta me veio à cabeça depois após minha palestra no Congresso da UDOP, em Araçatuba. Uma das perguntas que surgiram na sala era como a comunicação interna poderia gerar resultados práticos para o negócio. Reverti a questão retornando com outra pergunta: se não existisse comunicação existiria o próprio negócio?

Entendo que a exigência é cada vez maior para mensurar o ROI da comunicação interna. Mas quando um time está realmente jogando para ganhar(seja no vôlei, no basquete ou no futuebol por exemplo) em sintonia, integrado, em conjunto e a gente percebe a vibração e o entuisiasmo no rosto dos atletas, isso não é a comunicação no seu ápice?

A pergunta, não deveria ser então: como trazer este espírito para dentro da organização? Para dentro da empresa, da repartição pública? Porque é muito neurótico trabalharmos mais de oito, nove, dez horas por dia ficando no escritório mais tempo do que na nossa própria casa vivenciando um ambiente onde a comunicação interna é difícl, é cheia de barreiras, não é mesmo?

Como ficamos sem um técnico a nos motivar, dar os direcionadores, explicar a estratégia ali no face a face, ao lado do campo? Como ficamo sem um capitão, um líder na quadra? Como ficamos sem o compartilhar das próximas jogadas entre nossos colegas do time? E por fim, como ficamos sem o entusiasmo necessário para diante de um placar em desvantagem, reverter o jogo e vencer?

Portanto, dá para se mensurar o bem maior que a comunicação pode gerar que é o entusiasmo, a vibração, o desejo de realizar? E entusiasmo não se verifica em tabela de Excell, não aparece nem em pesquisa quatitativa. Porque é como uma "paixão". Dá pra mensurar uma paixão? Talvez muitas empresas não permitam falar de paixão no seu dia dia, por entender que negócio não rima com paixão. Mas, ao contrário, é a emoção o maior motor de um negócio. Ser apaixonado pelo que se faz - é muito mais do que um slogan publicitário, podem acreditar.

E sem comunicação interna permanente, transparente, confiável e sistematizada não há caminho racional para despertar a paixão por fazer acontecer. Para gerar a energia que faz de um grupo de profissionais um time vitorioso. E não mais um bando aguardando o contra-cheque no final do mês.

Comunicação é o combustível da paixão pelo fazer, pelo realizar, pelo transformar.

sábado, 27 de junho de 2009

Pra garantir o controle?

Não há mais espaço para o sarcasmo, hipocrisia ou o baile de máscaras dentro das empresas. Uma geração chamada " Y " está chegando ao mercado de trabalho e vai quebrar todas as antigas regras e hierarquias. Essa geração já nasceu digital. Não conhecem um mundo sem a internet, sem o Google, sem o MSN e as comunidades de relacionameno. Publicam suas opiniões e se conectam em ondas de influência e interlocução infinitas.

Essa geração não vai entender organizações fechadas - sem voz interna, sem agilidade de respostas, onde o mural de avisos virou paisagem pois é um amontoado de notas velhas e inúteis. Ou onde a intranet é um amontoado de dados sem espaço para a interatividade.

Com essa geração não vai haver uma "rádio corredor", caso a comunicação na empresa seja de mão única. Ela vai ser a espiral permanente de notícias para o mundo. Dos corredores dos escritórios sisudos para fora, com direito à vídeo feito pelo celular e publicado no You Tube. Incontrolável, mesmo que alguns líderes queiram controlar como fazem com a edição do "jornalzinho" interno (aquele que nunca tem uma frequência de publicação respeitada porque tem sempre uma "última" mexidinha no texto, só para garantir o "controle".

domingo, 19 de abril de 2009

Sequestro dos chefes?


Fiquei abismado com as notícias sobre o sequestro de diretores executivos por trabalhadores, na França, como forma inédita de protesto contra demissões. Ficaram presos em suas salas ou dentro das fábricas os executivos das poderosas multinacionais Sony, 3M, Caterpillar e de outras empresas menores como Fulmen e Scapa.

Considero que a nova forma de protesto passa da conta, apesar de ser grave a crise e as demissões serem muitas vezes desumanas ou sem qualquer explicação, transtornando a vida de milhares de profissionais e suas famílias.

Contudo, não posso deixar de registrar (conforme matéria publicada no Valor Econômico de 16 de abril de 2009) que, todos esses executivos tinham em comum "o fato de evitarem a imprensa". E eu acabo concluindo que internamente estes administradores também não eram fãs do diálogo. Mas nada justifica a violência. Um erro nunca justifica outro.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Saudáveis.

Um conhecido meu, redator -chefe de uma revista, disse que as "empresas estão doentes". Todas. Nenhuma escapa. Bom, olhando o cenário e o que foi plantado, minha tendência é concordar. Mas, peraí: as empresas somos nós! Quem faz a "empresa", a "companhia", o "negócio" e "a marca"? Uma entidade do além? Não, são as pessoas.Nós mesmos.

Portanto, associação lógica: as pessoas estão doentes. Bom, olhando o cenário e o que foi plantado, minha tendência é concordar. Mas, peraí, repetindo: são nossas as escolhas de desumanizar as relações. Nós fazemos parte. Seja para defender nossos empregos, para defender nossos privilégios, nossos pequenos feudos mentais ("Antes meu companheiro na rua do que eu", "Deixa eu ficar quieto no meu canto", "É realmente para que tanta gente por aqui?"...).

Ou seja, este post é rápido (tenho uma reunião daqui a pouco para falar sobre "sustentabilidade e comunicação interna") e tem o intuito de questionar nossas atitudes, nossos comportamentos. Se alguma coisa está fora do lugar, quem responde por isso? Se a empresa tem pontos negros e relações difíceis - quem responde por isso? Se companhias estão doentes - quem é o responsável? Ora, se a bola está quicando...a bola é nossa! A resposta está com cada um de nós, no dia a dia, nas pequenas justificativas, nas pequenas concessões e nas pequenas injustiças...tudo colaborando para se colher uma tempestade lá na frente (ela já chegou, ok?).

Então? Se estamos doentes, que tal pensar em SAÚDE? Se cada um melhorar como ser-humano, o ambiente melhora na hora. Podem apostar! Não sou sonhador (só um pouco). Rs...tenham um bom dia!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Diálogo construtivo.

Quando duas pessoas se encontram para fazer negócios, elas utilizam antes de qualquer insumo, documento escrito ou mercadoria de uma dimensão exclusivamente humana: a articulação de palavras. E é a através desta articulação que começam a interagir, a se conhecerem melhor, a se entenderem e a encontrarem um objetivo comum entre as duas.

Assim, da palavra articulada, surge o primeiro ato de um encontro em busca da ação comum (comunicação) para atingir soluções, objetivos e metas compartilhadas. E é esta mesma lógica que deve imperar em qualquer organização, como registram de maneira exemplar Larry Bossidy e Ram Charan:

"Um diálogo consistente torna uma organização eficaz na tarefa de coletar informações, entende-las e transforma-las para produzir decisões. Ele incentiva a criatividade – a maioria das inovações e invenções está latente em um diálogo consistente. No final, ele cria vantagem competitiva e valor para o acionista." (Larry Bossidy, Ram Charam, 2005).

Em qualquer empresa, pública ou privada, portanto, sem a comunicação não há negócio, uma vez que não há relacionamento possível. Só para registrar mais uma vez o óbvio.