Bjorn Lomborg.
Ativista confiável ou fraude?
O estatístico e cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg defende que a "transição energética global" rumo ao Net-Zero é um mito e não está acontecendo. E talvez nunca deva acontecer de fato.
Lomborg é presidente da organização
Copenhagen Consensus Center e conhecido internacionalmente como um "ambientalista cético", Lomborg argumenta que as políticas climáticas atuais focadas em subsidiar energia solar e eólica falharam em substituir os combustíveis fósseis e que não existe transição energética, mas ampliação adicionalidade de opções.
Os argumentos de Lomborg.
Lomborg baseia sua afirmação de que "a transição não existe" de fato, em quatro pontos principais:
1. Adicionalidade, não substituição: Bjorn aponta que, embora o mundo esteja investindo cerca de US$ 2 trilhões por ano em energias renováveis, o consumo de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) continua subindo. Para cada seis unidades de energia limpa adicionadas à rede, menos de uma unidade realmente substitui o combustível fóssil — o restante serve apenas para suprir o aumento da demanda global. Uma substituição total levaria décadas e impactaria grandes indústrias e toda a economia global.
2. Custo inviável: Lomborg cita estimativas de economistas indicando que forçar o tal "Net-Zero" (as chamadas emissões líquidas zero) até 2050 custará cerca de trilhões de dólares anuais. Na União Europeia, esse gasto passaria de 10% do PIB ao ano, superando a soma de todos os gastos governamentais com saúde, educação, defesa e justiça combinados. Ou seja, o caos imediato seria maior que qualquer benefício n6mo lo6ngo prazo sem garantias de efeitos positivos.
3. Intermitência e dependência: fontes como o sol e o vento são baratas apenas quando as condições climáticas são ideais! Sem baterias 99% mais baratas do que as atuais para armazenar energia em larga escala, essas fontes exigem verdadeiras usinas de combustíveis fósseis ligadas como um "backup" para evitar apagões. Uma incoerência completa.
4. Punição aos mais pobres: o encarecimento da energia decorrente de subsídios e taxas de carbono é uma verdadeira punição para as populações mais vulneráveis e impede que países em desenvolvimento (como muitos na África) usem a energia fóssil mais barata para sair da sua situação de pobreza.
O que Lomborg propõe?
Lomborg não chega a negar as mudanças climáticas, mas alega que além do sensacionalismo alarmista, que elas seriam um problema gerenciável e não o "fim do mundo".
Em seus artigos publicados em veículos como o WSJ - The Wall Street Journal, ele recomenda:
• Foco em pesquisa e desenvolvimento: em vez de forçar a adoção de tecnologias caras e ineficientes ara as realidades de diferentes industrias e países hoje, os governos deveriam investir massivamente em inovação para tornar a energia verde genuinamente mais barata acessível e eficien6mte de fato para que os combustíveis fósseis realmente pudessem ser substituidos no futuro.
• Prosperidade: países ricos lidam muito melhor com desastres climáticos e a poluição é mais ligada ao subdesenvolvimento econômico.
As sociedades ricas têm infraestrutura resiliente e sofrem muito menos mortes por eventos climáticos do que no século passado. Lomborg diz que o
foco de curto prazo deveria ser erradicar a pobreza, as doenças e a fome, que custaria muito menos dinheiro do que os trilhões investidos para conter as mudanças climáticas.
E você?
Discuta com seu grupo de estudos as questões colocadas por Bjorn Lomborg.
Acesse:
WSJ
https://www.wsj.com/opinion/the-green-energy-transition-that-wasnt-subsidized-renewables-dont-work-397c783d
Copenhagen Consensus Center
https://copenhagenconsensus.com/
LIVRO:
FALSE ALARM