quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Que tipo de liderança consegue incentivar o melhor das pessoas?


É possível levar equipes e times de trabalho para um nível de colaboração no qual o mérito de cada um, complemente o conjunto? Que tipo de liderança consegue incentivar o melhor das pessoas? Eu acredito que seja possível trabalhar o diálogo dentro das organizações de forma a colocar as pessoas e seus potenciais numa sentido de realização capaz de fazer a diferença. Boa gestão é sinônimo de boa comunicação. 

Falei sobre isso na minha palestra no Comunicar da #Sicoob #Crediminas no evento COMUNICAR para 200 gestores em Belo Horizonte (MG).



O mais importante é sempre lembrarmos que por trás de cada crachá, matrícula, CPF, contrato, proposta, conta, login e processo existe uma PESSOA como eu e como você. Humanizar as relações humanas parece redundância mas é uma prática de cuidado, atenção e afeto com o outro e nem sempre esse dinâmica acontece como deveria no nosso dia a dia, não é mesmo?

A comunicação interna tem esse poder transformador. Aprender a dialogar de forma inclusiva é uma ferramenta que equipa gestores para alcançar a excelência. Meu curso COMUNICAÇÃO INTERNA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO trabalha nessa linha.

#comunicacaointerna #cuidar #comunicar #comunicacaocomempregados #gestao #humanizar #comunicacaoorganizacional

sábado, 19 de agosto de 2017

Comunicação Interna como ferramenta de Gestão - Curso in Company.




Esta semana estive em Salvador, no TRE da Bahia, trabalhando a Comunicação Interna como Ferramenta de Gestão para uma equipe show de bola de comunicadores e gestores de RH. O curso foi contratado pela ABERJE e adaptado para as características de uma instituição pública que em 2018 terá um desafio muito grande pela frente.

Saiba mais aqui.


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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Rádio zap zap.




Estamos vivendo um tempo de excessos. Excessos de informações, dados, mensagens e ruídos em nossas conversas diárias. Somos bombardeados por milhares de estímulos. Neste cenário de um mundo web hiperconectado vivemos um tempo de excessos nos grupos de conversa pelo Whatsapp, Telegram, Messenger, We Chat e seus similares. 

Nas empresas, a antiga rádio corredor virou uma espiral eletrônica de grupos e mais grupos reunidos para disparar, sem qualquer critério, todo tipo de mensagem.  Gestores bem intencionados montam grupos extras para falar com suas equipes, mantendo o envio de e-mails e os chats corporativos ampliando o mar de excessos. A falta de critérios produz uma quantidade de piadas, memes, textos, fotos e comentários entre tolices, futilidades e também assuntos sérios que tumultuam a agenda mental dos profissionais. O momento político no Brasil é outro fator de dispersão a cada nova denúncia, ação da Polícia Federal, delações, decisões do Congresso ou do STF. Os ânimos acirrados também afetam o emocional. Quem não tem foco e critério acaba vendo o seu tempo de trabalho perder horas valiosas numa dispersão perigosa e que produz cansaço mental e por tabela, baixa produtividade.

Num tempo de fake news surgidas a partir da possibilidade de que qualquer usuário possa criar e emitir conteúdos, gerar notícias e enviar a sua opinião (sobre todo tipo de assunto), este excesso que muitas vezes aparenta ser uma questão de transparência é na verdade um desequilíbrio quantitativo. Nesse tsunami digital precisamos  buscar oxigênio para manter o foco naquilo que interessa para o dia a dia do trabalho. Precisamos separar o joio do trigo e enxergar com mais clareza o conjunto disponível de informações e assim definir o que é relevante e urgente.  

O excesso nos cansa e nos tira do foco.

Nesse ambiente sobrecarregado, aquilo que é urgente e importante vai ficando misturado com aquilo que é postergável, fútil, inútil. Juntemos a esses grupos ainda o mar de e-mails e as horas para acompanhar as demais plataformas on line como Facebook, Twitter, Linkedin etc. e nosso dia ganha uma sobrecarga exaustiva de estímulos dos quais ninguém pode dar conta. Certamente, apenas os algoritmos e os robots.

Qual a solução?

As empresas podem e devem buscar soluções para essa nova realidade através da orientação aos seus empregados. Treinamentos e capacitações, palestras e diretrizes para o universo das redes sociais dever ser ensinada a fim de evitar déficits de atenção, garantir melhor administração do tempo e também diminuir a repercussão da rádio corredor agora uma rádio zap zap instantânea. 

Educar para o universo social é vital em tempos digitais. 

A magia dessas ferramentas e tecnologias iludem e encantam, mas devem ser percebidas também naquilo que podem atrapalhar o andamento das rotinas de trabalho. a inovação deve ser acompanhada de um maior entendimento dos cenários assim como a disrupção (outra palavra da moda) permanente causa um sentimento de inquietude e pode gerar ansiedade e stress nos times de trabalho. Uma novidade a cada minuto causa a sensação de que a estabilidade nunca mais será alcançada. 

Vamos manter os pés no chão e orientar os empregados e os gestores para buscarem critérios na seleção do que realmente importa para o dia a dia do trabalho. Esta é uma contribuição valiosa que a área de comunicação corporativa pode dar para a empresa. 


sábado, 15 de outubro de 2016

Humanizar as relações humanas.



Um canteiro de obras da BP em Baku, no Azerbaijão, me faz refletir sobre como diante das dimensões gigantescas de máquinas e equipamentos, o ser humano parece insignificante. Mas é só aparência. 

A razão de ser de todo investimento, empreendimento ou desafio a ser vencido é o ser humano. Por isso, a comunicação interna é essencial: para dar a devida atenção  escuta aos empregados em situações como esta que podem trazer uma percepção errada sobre o sentido do trabalho.

O trabalho da comunicação é cada vez mais humanizar as relações...humanas!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Comunicação interna e o fiar da conversa.



Conversa fiada não combina com o ambiente empresarial, não é mesmo? Será? Eu sei que o “jogar conversa fora” é sinônimo de perda de tempo para gestores, cujo foco é alcançar a produtividade máxima, mas uma boa conversa baseada na confiança mútua é uma força motriz importante na organização. Olha só...

O fiar de uma boa conversa é como tecer laços e vínculos trazendo a prosa de um interlocutor para o outro. O fiar é o escutar o outro. Nessa troca, nessa costura de uma boa conversa, a confiança pode gerar entusiasmo e promover a motivação, além de ser a melhor dinâmica para o entendimento mútuo, de diferentes pontos de vista. O alcance das metas e a superação de desafios, bem como a alavanca de times de alta performance é uma consequência quando entendemos nosso papel no contexto e somos reconhecidos pelas lideranças. Reconhecimento é muitas vezes ser escutado, com atenção. Nelson Rodrigues falava que a vida era a busca por um ouvinte e num mundo no qual publicamos nossas opiniões on line e gostamos de receber likes, a conversa face a face é um diferencial valioso para um time. Muito diferente do simples cumprir ordens ou do escutar o monólogo do chefe, sem conseguir dar um palpite sequer.

Saber dialogar é saber fluir numa via de mão dupla, aberta, uma vez que “dois monólogos não fazem um diálogo”. Por isso, a conversa fiada nos ensina a tecer um vai e vem de troca, de esclarecimento mútuo e de colaboração, cooperação e redução das fofocas de corredor. 


Ora, o que é a maledicência e o sarcasmo do ti ti ti nos corredores das empresas, senão o resultado patente da falta de confiança nos canais oficiais de comunicação interna? Ou mesmo na própria palavra dos chefes imediatos? Credibilidade na palavra da organização é um fator vital para o engajamento. Alguém duvida? Quanto prejuízo as empresas não têm com conversas decoradas, sem energia ou crença real nos discursos automatizados ou cheio de jargões vazios, sem emoção, sem significado que faça a diferença para as pessoas. Ordens são ordens, mas diálogo e colaboração levam a outro patamar o ambiente de trabalho. Cumprir ordens é coisa de tarefeiro e eu falo aqui de potencialidades humanas. 

Somos energia em movimento e a comunicação é o nosso combustível, através dela enxergamos não só com os olhos, mas através da nossa crença, com nossos corações. Isso tem muito de psicologia e eu não sou um expert nessa área, mas vale lembrar que a cura pela fala é um processo individual na terapia e que dentro das organizações também opera milagres na integração das equipes e resolução de conflitos.


O fiar de uma conversa é portanto, a possibilidade de se valorizar o diálogo enquanto escuta atenta e afetuosa do outro interlocutor, percebendo a riqueza de pontos de vista diferentes, dos sentimentos humanos (não somos robôs, somos?) e muitas vezes inovadores. Uma conversa assim, pede que deixemos o território conhecido dos nossos pressupostos e busquemos empatia na relação. E me perdoem os amantes da tecnologia digital, nada vai substituir o calor humano e o relacionamento olho no olho. O digital é ferramenta, eu falo aqui sobre presença, contato, vínculo.

Uma conversa fiada na base da confiança, da troca, do olhar, da escuta atenciosa e da empatia, organizada num sistema de comunicação interna eficiente, frequente e planejado,  substituindo o simples disparo de informações e encerrando em definitivo com o antigo conceito de um emissor distribuindo uma mensagem para um receptor passivo deve ser como um mantra de gestão eficiente e mais humana. Capaz de energizar as pessoas e encerrar de uma vez com as fofocas ácidas da rádio corredor.