sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Comunicação interna e o fiar da conversa.



Conversa fiada não combina com o ambiente empresarial, não é mesmo? Será? Eu sei que o “jogar conversa fora” é sinônimo de perda de tempo para gestores, cujo foco é alcançar a produtividade máxima, mas uma boa conversa baseada na confiança mútua é uma força motriz importante na organização. Olha só...

O fiar de uma boa conversa é como tecer laços e vínculos trazendo a prosa de um interlocutor para o outro. O fiar é o escutar o outro. Nessa troca, nessa costura de uma boa conversa, a confiança pode gerar entusiasmo e promover a motivação, além de ser a melhor dinâmica para o entendimento mútuo, de diferentes pontos de vista. O alcance das metas e a superação de desafios, bem como a alavanca de times de alta performance é uma consequência quando entendemos nosso papel no contexto e somos reconhecidos pelas lideranças. Reconhecimento é muitas vezes ser escutado, com atenção. Nelson Rodrigues falava que a vida era a busca por um ouvinte e num mundo no qual publicamos nossas opiniões on line e gostamos de receber likes, a conversa face a face é um diferencial valioso para um time. Muito diferente do simples cumprir ordens ou do escutar o monólogo do chefe, sem conseguir dar um palpite sequer.

Saber dialogar é saber fluir numa via de mão dupla, aberta, uma vez que “dois monólogos não fazem um diálogo”. Por isso, a conversa fiada nos ensina a tecer um vai e vem de troca, de esclarecimento mútuo e de colaboração, cooperação e redução das fofocas de corredor. 


Ora, o que é a maledicência e o sarcasmo do ti ti ti nos corredores das empresas, senão o resultado patente da falta de confiança nos canais oficiais de comunicação interna? Ou mesmo na própria palavra dos chefes imediatos? Credibilidade na palavra da organização é um fator vital para o engajamento. Alguém duvida? Quanto prejuízo as empresas não têm com conversas decoradas, sem energia ou crença real nos discursos automatizados ou cheio de jargões vazios, sem emoção, sem significado que faça a diferença para as pessoas. Ordens são ordens, mas diálogo e colaboração levam a outro patamar o ambiente de trabalho. Cumprir ordens é coisa de tarefeiro e eu falo aqui de potencialidades humanas. 

Somos energia em movimento e a comunicação é o nosso combustível, através dela enxergamos não só com os olhos, mas através da nossa crença, com nossos corações. Isso tem muito de psicologia e eu não sou um expert nessa área, mas vale lembrar que a cura pela fala é um processo individual na terapia e que dentro das organizações também opera milagres na integração das equipes e resolução de conflitos.


O fiar de uma conversa é portanto, a possibilidade de se valorizar o diálogo enquanto escuta atenta e afetuosa do outro interlocutor, percebendo a riqueza de pontos de vista diferentes, dos sentimentos humanos (não somos robôs, somos?) e muitas vezes inovadores. Uma conversa assim, pede que deixemos o território conhecido dos nossos pressupostos e busquemos empatia na relação. E me perdoem os amantes da tecnologia digital, nada vai substituir o calor humano e o relacionamento olho no olho. O digital é ferramenta, eu falo aqui sobre presença, contato, vínculo.

Uma conversa fiada na base da confiança, da troca, do olhar, da escuta atenciosa e da empatia, organizada num sistema de comunicação interna eficiente, frequente e planejado,  substituindo o simples disparo de informações e encerrando em definitivo com o antigo conceito de um emissor distribuindo uma mensagem para um receptor passivo deve ser como um mantra de gestão eficiente e mais humana. Capaz de energizar as pessoas e encerrar de uma vez com as fofocas ácidas da rádio corredor. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Comunicação interna é a luz da organização.


Se faltar luz na sua empresa todo mundo fica perdido, não é mesmo? Mas se faltar comunicação, seus empregados ficarão no escuro. Literalmente.

Se pensarmos que a palavra esclarece, a falta de comunicação interna pode criar tanto caos quanto a falta de luz. Aliás, sem uma comunicação interna eficaz, frequente, ágil, inteligente e organizada nenhuma empresa consolida sua cultura, gera engajamento entre seus funcionários ou avança num mercado competitivo. Os clientes são os primeiros a perceber isso porque os empregados também são clientes: se eles não compram a empresa, quem vai comprar?

Estabelecer um modelo de comunicação interna não é tão complicado assim. O maior problema é o nível de maturidade organizacional que impacta diretamente na energia das pessoas. nem sempre as empresas e suas lideranças estão prontas ou conscientes da energia e do engajamento produzido por um bom sistema de comunicação interna, a começar pela palavra, pelo diálogo.

A chamada comunicação face a face dentro das empresas ainda é um desafio que começa pela barreira emocional de saber lidar com as emoções e reações dos seres humanos. Como pessoas não são máquinas, fica difícil lidar com uma dimensão que não pode ser controlada por um manual técnico ou uma ordem. Pessoas não são coisas. Junte-se a isso o desconhecimento de muitos gestores em saber como fazer a "gestão de pessoas" muito além da gestão de recursos e pronto! Apagão...

Se a palavra é a luz que esclarece e guia, prazer em conhecer, quero ouvir o que você tem para me dizer!

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sábado, 2 de julho de 2016

Dicas de Comunicação Interna.

Para reduzir, combater e influenciar a rádio corredor, a rede de fofocas que se alastra pelas empresas e cresce cada vez mais - principalmente durante uma crise -, é preciso trabalhar a comunicação com os empregados de forma permanente, transparente, com agilidade e  sentido, significados claros e ainda coerência. Três dicas são fundamentais no meu entendimento. Dicas que não mudam, pode apostar.

Confira no vídeo!


sábado, 21 de maio de 2016

A nova cara da cerveja Itaipava.

Numa grande mudança, a Itaipava mudou de cara a partir de um trabalho liderado pela agência FutureBrand. Foi a maior mudança em vinte anos, a terceira em sua história. Confira abaixo.
                                                                                          Eliana Cassandre, gerente de propaganda do grupo Petrópolis contou que foram ouvidos consumidores, parceiros comerciais e especialistas para que as novas latinhs e garrafas traduzissem o jeito de fazer cerveja da Itaipava. A logotipia deu um tom mais moderno e o nome "Itaipava" ganhou destaque com uma cor vermelha que chama mais atenção. O dourado também ganhou mais espaço, dominando o topo da lata. O contraste com a cor branca permaneceu.